NOTA EM DEFESA DO SENTIMENTO RELIGIOSO: não ao vilipêndio dos valores cristãos

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A União dos Juristas Católicos do Estado de São Paulo (UJUCASP) vem a público manifestar veemente descontentamento contra a mais recente produção do grupo Porta dos Fundos, veiculada na plataforma Netflix sob o seguinte título: “Especial de Natal Porta dos Fundos: a primeira tentação de Cristo”. 

O pretexto da obra é a comédia. No entanto, seu real intuito é levar ao ridículo a fé da maioria da população brasileira, rebaixando, depreciando e aviltando as figuras da Sagrada Família. O riso nasce do achincalhe grosseiro, do afã de chocar e criar polêmica com o mais sacro valor do povo. 

Sabe-se que a arte, em geral, e a comédia, em particular, necessitam de certa margem de liberdade criativa para produzirem suas obras. Dependem da liberdade de expressão, domínio em que o gênio artístico desenvolve suas capacidades e, por vezes, produz obras memoráveis. 

Isso não quer dizer, porém, que as outras garantias constitucionais devam ser desprezadas no caminho. Sobretudo, a garantia da liberdade religiosa, indiscutivelmente uma das mais importantes.

Definitivamente, a liberdade não é um valor absoluto. Nem poderia ser. Sua existência pressupõe limites, sob pena de se anular a si mesma. Assim, quando duas liberdades públicas se chocam, cumpre usar do bom senso para definir qual delas prevalecerá. 

Não se trata de clamar por censura. De forma alguma. O fato é que a liberdade de expressão não pode jamais servir de salvo-conduto para o cometimento de crimes. Pede-se o cumprimento da lei e a proteção do mais elevado valor. Afinal, é na própria base da civilização que reside a liberdade religiosa, sem a qual só nos resta a barbárie.

Assim, a UJUCASP exige das autoridades competentes as medidas legais mais adequadas a refrear tais ataques ao sentimento religioso. O que se faz até em respeito ao princípio democrático, haja vista que o povo brasileiro é majoritária e reconhecidamente cristão. 

 

São Paulo, no dia da Imaculada Conceição do ano do Senhor de 2019.

Diretoria da UJUCASP

 

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admin

6 Comentários

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    Em nome da arte e da liberdade de expressão, já há um bom tempo pessoas revoltadas ou até ansiosas em aparecer na mídia usam de todos os meios para ofender os mais nobres sentimentos. Infelizmente as leis são feitas para locupletar os legisladores e, em nome de uma democracia miope são omissas na correção de atitudes intempestivas e desclassificadas criando terra fertil para a semeadura da maldade e da violência, não importando contra quem.
    Resta-nos a esperança em Deus e em instituições como a Ujucasp para uma tomada de posição que garantam às gerações futuras mais dignidade, fraternidade e solidariedade.

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    Jessé Souza Santos

    “Não se trata de clamar por censura. De forma alguma. O fato é que a liberdade de expressão não pode jamais servir de salvo-conduto para o cometimento de crimes. Pede-se o cumprimento da lei e a proteção do mais elevado valor. Afinal, é na própria base da civilização que reside a liberdade religiosa, sem a qual só nos resta a barbárie.”

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    Denise Gonçalves

    Não se pode ironizar as coisa de Deus, do SAGRADO, para fazer um filme
    Desmoralizante da nossa Fé !!’ISTO É UMA OFENDA SEM PERDÃO!! DEUS HÁ DE REPARAR ESSA OFENSA COM A IRA DO VELHO TESTAMENTO!!!

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    Maria Christina Mariucci Tavares

    Respeito é bom e eu gosto, já dizia meu pai ,com quem aprendi ser uma pessoa que leva a sério o bem estar público. De péssimo gosto e falta de bom senso estes sujeito ridículos!! Se fossem meus filhos jamais fariam este tipo de coisa! Lamentável!!!!

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    Freedom of Speech

    Que fe eh essa que fica abalada com uma comedia? Nao gostou eh so nao assistir. Essa comedia teria passado despercebida se nao tivesse havido toda essa movimentacao, porque o filme eh bem ruim e chato. Pastelao bobo. Por fim, o estado brasileiro eh laico, portanto esses juizes nao deveriam se pronunciar dessa forma.

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    Prezado Sr. Freedom, em respeito às suas ponderações que concordo em parte, registro que a preocupação não é somente com o momento presente, quando ainda temos um pouco de bom senso, trata-se de algo tão invasivo que as futuras gerações nos cobrarão pelo omissão do silêncio. Em nome da arte até onde vamos? Vamos atender todas as vaidades de produtores e roteiristas e esperar resultados? Não, o resultado será uma sociedade desprovida de valores que constroem uma realidade melhor e mais justa. Entregaremos aos nossos filhos, netos e gerações que tipo de sociedade, onde tudo é justificado pelo consumismo e pelo egoísmo exacerbados de pessoas à margem da mínima moral e costumes. Temos que falar, sim. Mesmo sabendo do perigo que corremos neste mundo em que o marketing e a propaganda fazem o que querem. Vamos cobrar nossos dirigentes. Não para censurar, mas sim, para delimitar os direitos e os deveres de todos e não permitir que alguns “privilegiados” possam fazer tudo contra todos e ficar impunes, ou ainda incentivados com verbas públicas.

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